Prática de Análise Linguística e suas articulações em sala de aula foram discutidas no segundo encontro do Ciclo de Formação de Professores em Língua Portuguesa

Prática de Análise Linguística e suas articulações em sala de aula foram discutidas no segundo encontro do Ciclo de Formação de Professores em Língua Portuguesa

Na última terça-feira (23), aconteceu o segundo encontro do I Ciclo de Formação de Professores de Língua Portuguesa, organizado pelo NEPELIN em parceria com o Programa Institucional de Bolsistas de Iniciação à Docência (Pibid) e com o Programa de Residência Pedagógica (PRP) em Língua Portuguesa, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O evento aconteceu no auditório do prédio 40A e contou com as falas das professoras mestras Taís Vasques Barreto e Camila Steinhorst, que apresentaram definições teórico-metodológicas do conceito de Prática de Análise Linguística.

Camila Steinhorst começou a discussão da noite, realizando uma retomada do primeiro encontro, no qual discutiu-se o ainda permanente ensino de Língua Portuguesa a partir da gramática tradicional. Camila argumentou, baseada em uma base teórica consolidada (Geraldi, 1984; 1991; 1996; 2015), que muito já foi problematizado sobre essa maneira de ensinar e de compreender a linguagem tão improdutiva mas, ainda assim, tão arraigada nas escolas. Afirmou que já temos novas formas de pautar o ensino de LP e que uma delas é por meio da Prática de Análise Linguística (PAL). Tais Vasques Barreto explicou, então, a definição de PAL, a qual se constitui de atividades para promover a reflexão analítica dos usos da língua: por meio de uma metodologia indutiva, parte-se da vivência e da observação dos alunos e inclui-se, de forma equilibrada, atividades epilinguísticas e metalinguísticas.

Em um segundo momento, as professoras-pesquisadoras propuseram uma atividade interativa, em que, coletivamente, foram analisadas três manchetes de diferentes jornais digitais sobre o mesmo assunto. A tarefa dos participantes da formação era observar quais eram os efeitos de sentido dos textos e como eles foram construídos a partir das escolhas dos elementos linguísticos e dos elementos não-verbais que davam corpo às manchetes. O compartilhamento das análises foi mediado pela professora doutora Francieli que apresentou caminhos para a constituição de um olhar analítico para os textos. Esse olhar, de acordo com Francieli, precisa ser desenvolvido pelos docentes de LP a partir da observação da linguagem no próprio cotidiano.

O próximo encontro acontece no dia 1º de junho, às 19h, no auditório do prédio 74C. A professora doutora Paola Gross falará sobre “A prática da oralidade: o que é e como fazer.” O evento também contará com a mediação da professora mestra Luciane da Silveira. As informações serão atualizadas aqui no nosso site e também em nossas redes sociais no Facebook e no Instagram.

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